quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Critica: Um Lugar Qualquer

Simples e Tocante. Sofia Coppola acerta novamente.

Sofia Coppola ( As Virgens Suicidas, Encontros e Desencontros e Maria Antonieta) , é uma diretora de uma sensibilidade sensacional. Ela sabe tratar com simplicidade sobre temas humanos e sem precisar usar muitas imagens, a filha de Francis Ford Coppola é mais uma que diz que o ditado " Uma imagem vale mais do que mil palavras " está correto.

E Um Lugar Qualquer, novo longa da diretora, mostra isso de um forma ainda mais simples, sem muitos dialógos e mais imagens arrebatadoras de pura delicadeza. Sofia segue um ator interpretado por Stephen Dorf que percebe a vida vazia que tem após um convivo com a sua filha Cleo ( Interpretada pela talentosa Elle Fanning)

No começo do filme temos cenas vazias que mostram todo a vida de luxo vazio do ator e  propositalmente feitas assim por causa da vida vazia que o protagonista vive. São momentos revela-dores sobre um personagem interpretado com uma leveza surpreendente de Dorf, prova disso são as cenas com as strippers gêmeas ou a de sua filha patinando no gelo.

Quando a personagem de Elle Fanning aparece, uma alegria contagiante toma conta do filme, Fanning não faz nenhuma adolescente que encanta seu pai, mas não por ser inteligente, engraçada ou excepcional e sim pela normalidade que ela possui e ela encanta o pai principalmente pelo contraponto entre o vazio luxuoso dele e a simplicidade alegre dela.

E esse encantamento é filmado de forma encantadora por Sofia que parece saber o que fazer a cada momento longa, e tem um controle do tempo maravilhosa. E todas essas qualidade da diretora e dos atores  trazem uma das mais bela seqüencias do ano ao som de I'll Try Anything Once do The Strokes. Apesar de Sofia regredir demais ao estilo de Encontros e Desencontros e de um final que não é satisfatório devido a tudo que teve no longa, Coppola faz aqui seu filme mais sincero ( O hotel retratado aqui era o mesmo que ela ia com pai ).

No final pode até ficar a sensação de dejá vu. Mas para mim, ficou a sensação de mais um acerto na carreira de Sofia Coppola.  

Trailer do Filme:



Critica: Cisne Negro


A grande atuação de Natalie Portman e a obra prima de Darren Arononfsky  


Desde de quando saiu a primeira imagem sobre o novo longa de Darren Arononfsky ( , Requiem Para Um Sonho, Fonte da Vida e O Lutador ), já se viu que era um grande filme vindo. E conforme novas imagens sobre o longa eram lançadas, as expectativas aumentaram. Agora, posso dizer que essas expectativas foram cumpridas e com louvor.


Beth MacIntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina de uma companhia, está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina (Natalie Portman), mas ela possui sérios problemas interiores, especialmente com sua mãe (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), um exigente diretor artístico, ela 
passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly (Mila Kunis).


Um filme carregado de simbolismos é Cisne Negro. E como gradativamente, o tema se torna os reflexos da protagonista interpretada por Natalie Portman, temos me uma fotografia magistral-mente e que mexe com espelhos. O reflexo de Nina, o seu lado obscuro, seu lado negro, ou o seu cisne negro passa ser retratado e conforme o filme corre, sua sombra, seu oposto semelhante adentra ela e toma aos poucos os controle. Assim Cisne Negro reflete na obra O Lago dos Cisnes que é o mote da trama. E  pela fotografia vemos espelhos e eles estão por toda parte, é um destaque a parte, já que sempre mexe com os opostos, os relfexos, o branco e o negro. 


A busca pela perfeição é outro tema do filme. Nina, completamente inocente e frágil tem de interpretar no balé os dois cisnes: O branco, que é tão frágil e inocente quanto ela e o negro, que é seu oposto, sensual e cruel. E para chegar na perfeição de interpretar esses dois lados, ela tem de experimentar o próprio lado negro dentro de si.
                                                 
E em toda essa carga dramática do seu personagem, Natalie Portman faz a atuação de um vida: Alguns momentos tocante, frágil e em outros forte e completamente sensual. Momentos que tememos por ela, e em outro ficamos aterrorizados com sua personagem. Portman nos passa na tela toda a complexa transformação que sua personagem passa.




Os coadjuvantes estão maravilhosos: Vincent Cassel tem presença, suas cenas são cheias de força e com um tom sedutor perturbado. Mila Kunis é  esforçada e faz um bom papel e consegue existir ao lado da extremamente maravilhosa Portman.


A direção tem controle de tudo. Arononfsky usa a bela fotografia para dá  um tom perturbador mas também belo ao longa. E assim é todas as características técnicas do filme, principalmente a trilha sonora composta por Clin Mansell que dá um tom distorcido para O Lago dos Cisnes.


Fecha-se a cortina. Acabou. No final não fica a sensação de ter assistido um drama psicológico e sim um épico de grandes proporções. Mas depois de se pensar um pouco só há uma palavra para definir o longa: Perfeição...


Aplausos. 






  

Midnight In Paris abrirá Cannes


Estou com muita expectativa para Midnight in Paris, novo filme de Woody Allen, parece diferente das obras fracas que o diretor tem lançado nos últimos anos e tem uma das melhores atrizes da atualidade.

E agora, o filme abrirá um dos festivais mais consagrados do mundo, Cannes. Só eu acho engraçado um filme sobre Paris abrir Cannes?


No longa, uma  amília viaja a Paris a negócios e, lá, veem suas vidas se transformarem. No elenco temos : Kurt Fuller, Owen Wilson, Marion Cotillard, Michael Sheen, Tom Hiddleston, Kathy Bates,Rachel McAdams, Gad Elmaleh, Nina Arianda, Mimi Kennedy, Corey Stoll, Manu Payet e a primeira dama da França,  Carla Bruni.

domingo, 30 de janeiro de 2011

O Discurso do Rei e a Mudança na Corrida do Oscar


O Discurso do Rei era cotado como favorito ao Oscar antes da estréia de A Rede Social, mas quando o filme de David Fincher estreou e  começar a sair o vencedor da grande maioria das Associações de Críticos por todo os Estados Unidos, este se tornou favorito. Esse mês , A Rede Social ainda ganhou o Globo de Ouro e ainda mais importante o BFCA, se tornando o favorito para abocanhar o careca de ouro.

Mas então, O Discurso do Rei  ganha o Sindicato dos Produtores, PGA, e se tornou um filme que poderia tirar o Oscar de A Rede Social, mas este ainda permaneceu como favorito para o premio mais importante do cinema  americano. No ultimo dia, O Discurso do Rei ganhou  o Sindicato de Diretores e se tornou o favorito absoluto para o prêmio.

O Discurso do rei é um filme que segure muito mais a cartilha de Oscar do que A Rede Social. Um roteiro inteligente mais um direção eficiente e com atuações impecáveis , enquanto A Rede Social é um filme com uma montagem extraordinária e um roteiro com dialógos maravilhosa mente feitos por Aaron Sorkin, e claro, a direção bem competente de David Fincher. São dois filmes que o Oscar teria prazer em premiar.


David Fincher ainda é o favorito ao Oscar de Direção. Colin Firth já pode preparar as mão para pegar o premio. Enquanto isso, temos uma disputa entre a politicagem e a justiça: Natalie Portman está perfeita em seu papel em Cisne Negro enquanto Annette Bening está apenas bem em um papel fácil para ela. A segunda é uma eterna injustiçada do Oscar e a primeira tem a grande atuação da temporada.

Será que o Oscar nos reserva supresas?

sábado, 22 de janeiro de 2011

Nascido Para Matar

Nascido Para Matar, de Stanley Kubrik ( Full Metal Jacket ) 
  
Stanley Kubrik é meu diretor favorito. Ele entende como contar uma história e deixa quem estar assistindo seus filmes, realmente chocados.
Kubrik aqui, pega um dos melhores temas que o cinema americano já retratou: A Guerra do Vietnã. Diretores como Francis Ford Coppola em seu estupendo Apocalypse Now e Olive Stone em seu Platoon . Mas Kubrik já começa diferente: Mostrando o treinamento de um grupo de soldados.

E é aqui que Kubrik mostra todo se talento: Essa primeira parte não pode ser descrita como algo menos que perfeito. Com maravilhosos diálogos do roteiro adaptado da  obra de Gustav Hasford, Kubrik nos apresenta todo o processo que transforma seres humanos em máquinas de matar. E nesse momento é que vemos uma gradativa destruição mental do soldado Lawrence, que é constantemente  humilhado por não ser teoricamente apto para guerra. E conforme essa destruição mental desse soldado acontece, sua pericia em matar melhora, acabando numa cena chocante que envolve banheiro e fuzis.

A segunda parte, apesar de diferente e inferior a primeira, nos apresenta um olhar trágico e cheio de humor negro da guerra, com Kubrik nos apresentando cenas de combate cheias de sangue e frieza e que acaba com uma cena cheia de ironia.

Nascido Para Matar é mais uma obra-prima de um dos maiores cineastas de todos os tempos. Chocante, irônico, e obscuramente divertido merece a honra de ser um dos maiores filmes de guerra do cinema.

Acabo esse texto com um dos melhores diálogos do longa:

"- Como pode matar mulheres e crianças?
" - È fácil. São alvos fáceis de acertar. A guerra não é um inferno?"



sábado, 15 de janeiro de 2011

Nova Foto de Se Beber Não Case

A sequencia de Se Beber Não Case ( The Hangover) ganhou uma nova imagem onde os personagens aparecem olhando para algo:






Confira também a sinopse oficial: Na sequência do grande sucesso de 2009, Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms), Alan (Galifianakis) e Doug (Justin Bartha) viajam para a exótica Tailândia, para o casamento de Stu. Depois da inesquecível festa de despedida de solteiro em Las Vegas do capítulo anterior, Stu resolve não arriscar e decide por fazer apenas um café-da-manhã pré-casamento. Porém, as coisas não saem como planejadas. O que acontece em Vegas pode até ficar em Vegas, mas o que acontece em Bangkok você não pode nem imaginar...
O filme é mais uma vez dirigido por Todd Philips e se passará em Los Angeles e Bangcoc. O roteiro é de Scot ArmstrongSe Beber Não Case 2 (The Hangover 2) estreia nos Estados Unidos no dia 26 de maio de 2011.



Critic's Choice premia A Rede Social


Ontem de noite fiquei até as duas horas da manhã assistindo o Critic's Choice Awards, um dos premios que tem mais semelhanças com o Oscar em relação a seus vencedores. Nos ultimos 10 anos, o Critic's Choice só errou uma.

Apesar de A Rede Social ter vencido as categorias principais, A Origem ganhou mais premios, principalmente técnicos.

Vem ai o resultado:

Best Picture: The Social Network
Best Director: David Fincher, The Social Network
Best Actor: Colin Firth, The King’s Speech
Best Actress: Natalie Portman, Black Swan
Best Young Actress: Hailee Steinfeld, True Grit
Best Supporting Actor: Christian Bale, The Fighter
Best Supporting Actress: Melissa Leo, The Fighter
Best Ensemble: The Fighter
Best Adapted Screenplay: The Social Network
Best Original Screenplay: The King’s Speech
Best Foreign Language Film: The Girl with the Dragon Tattoo
Best Documentary Feature: Waiting for Superman
Best Animation: Toy Story 3
Best Comedy: Easy A
Best Picture Made for TV: The Pacific
Best Action Movie: Inception
Best Cinematography: Wally Pfister, Inception
Best Editing: Lee Smith, Inception
Best Art Direction: Inception
Best Visual Effects: Inception
Best Sound: Inception
Best Makeup: Alice in Wonderland
Best Costume Design: Alice in Wonderland
Best Song: 127 Hours, “If I Rise”
Best Score: The Social Network