sábado, 28 de maio de 2011

Pontypool, de Bruce McDonald - 9,0/10
Mcdonald acerta em cheia em escolher que na maior parte do filme só teremos informações sobre o que está acontecendo na cidade de Pontypool através de rádio, televisão e telefone, assim como os protagonistas desse longa canadense. Na maior parte do filme, temos um trabalho de tensão quase insuportável onde ficamos tão chocados quanto as personagens a  saber aos poucos do acontecido. No ato final, onde temos uma leve queda de qualidade, uma violência genial é jogada em tela, mesmo que o final decepcione um pouco, vemos aqui, uma forma de filme de terror muito mais eficientes dos sanguinolentos de exposição.

Biutiful, de Alejandro Gonzáles Inârritu - 8,5/10
Inãrritu tem aqui sérios problemas em relação á condução de narrativa. Tenta fazer bastante melodrama e alguns momentos isso funciona de jeito estupendo ( Como na cena que Uxbal encontra seu pai) ou falha completamente ( Principalmente em relação ao casal de chineses que desperdiça totalmente um tempo precioso). Mas em relação ao desenvolvimento de sua protagonista, o cineasta acerta completamente, e com uma atuação soberba de Javier Barde, faz de Uxbal, uma personagem fascinante, e Biutiful ser um ótimo filme em relação a estudo de personagens. Truques da direção são maravilhosos, como na bela cena dos corações batendo. A trilha sonora e a fotografia auxiliam na trama. Um bom filme. 

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas


Dirigido por Rob Marshall. Com: Johnny Depp, Penélope Cruz, Geoffrey Rush, Ian McShane, Kevin McNally, Sam Claflin, Astrid Berges-Frisbey, Stephen Graham, Richard Griffiths, Judi Dench, Gemma Ward e Keith Richards.  NOTA: 4,5/10

Um grande equivoco é a produção deste Piratas do Caribe. Primeiro, depois da saída de Gore  Verbisnki, o diretor dos três primeiros filmes e que possibilitava  a maravilhosa montanha-russa de ação, emoção, fantasia, diversão, comédia, suspense e até um pouco de romance que eram A Maldição do Pérola Negra, O Baú da Morte  e No Fim do Mundo. A entrada de Rob Marshal como diretor é uma das maiores falhas do novo longa da franquia.

Marshal tem dificuldades nas cenas de ação, que são horrivelmente coreografadas, e tem momentos que parece que quer voltar a fazer seus irritantes musicais com cenas que provocam profunda vergonha alheia.

O novo diretor simplesmente exagera no protagonista que praticamente faz um longo ( e cansativo) show de stand-up no filme. Jonhy Deep chega ao lugar comum de sua personagem e o torna a cada cena menos interessante e mais uma caricatura do que era Jack Sparrow nos três primeiros filmes da série. Com a saída do casal da trilogia anterior,   Sparrow deixa de ser um facilitador do equilíbrio da série e se torna o destaque, e não sendo tão interessante como nos filmes anteriores.

E as novas personagens não ajudam: Ian Mcshane não apresenta um vilão tão interessante quando Davy Jones com seu Barba Negra, e a comparação acontece a todo segundo que sua personagem aparece, já que em muitos momentos Barba Negra tem ações parecidas com o vilão dos dois últimos filmes. Penélope Cruz, uma atriz maravilhosa, faz um papel totalmente sem sentido, tendo de ser um atrativo romântico pra Sparrow distorcendo completamente o personagem e a franquia. Quem se salva no longa, é o Barbossa de Geoffrey Rush, que aparece como o melhor personagem do longa e o único que mantém o espírito dos filmes do Verbinski.

Mas é no roteiro que o longa desanda de vez, a trama é completamente perdida e sem sentido, personagens aparecem e fazem coisas totalmente sem coerência, casais são feitos sem nenhuma responsabilidade de criar o sentimento.  Piratas do Caribe parece navegar em águas da mediocridade.

Tecnicamente, o filme desanda totalmente na qualidade dos efeitos especiais que são bem inferiores aos filmes anteriores com ar de artificialidade bem aparente. Enquanto isso, a direção de arte é maravilhosa e se salva no mar de descontrole da direção de Marshal.

Piratas do Caribe 4 é a prova que não importa como uma personagem é querido, o que realmente importa é um diretor competente e um roteiro eficiente..

domingo, 15 de maio de 2011

Um Tiro Na Noite (Blow Out), de Brian De Palma - 10/10
Talvez o melhor trabalho cinematográfico já feito por um homem . Com um toque de metalinguagem maravilhoso.. Mas principalmente de um tom hitckcookiano que troca a câmara de "Janela Indiscreta " pelos aparelhos de som nesse filme espetacularmente  dirigido ( Como sempre, De Palma dá um show no uso da câmara), um trilha sonora que dá um tom especial ao longa e principalmente: Uma atuação magistral de John Travolta ( E a maior prova disso é a cena final do longa, que já nasce antológica)




A Rosa Púrpura do Cairo, de Woody Allen  - 10/10
Allen faz um trabalho menos "neurótico", menos "nova iorquino". Mas não deixa de ser um filme apaixonado, só que agora Allen é sincero: O cinema em si, é alvo da paixão. E o num exercício de metalinguagem sensacional, o cinema literalmente fala com a personagem de Mia Farrow, e assim como ela, somos seduzidos para essa história apaixonante com personagens que ora vem mesquinhos e desonestos mas totalmente reais, ora vem como pessoas boas e verdadeiras mas de um mundo totalmente fictício.



Manhattan, de Woody Allen - 10/10
Woody Allen aqui explicita de vez seu amor pela cidade de Nova York. Desde do seu primeiro frame, ele se declara de forma tradicionalmente neurótica mas que nesse chega ao nível de pessoalidade extremo que ama a cidade. E através de nova iorquinos e suas relações totalmente devastadora, Woody Allen nos apresenta uma cidade linda em preto e branco que não deveria ter carros e que qualquer explicação sobre si mesma tende a ter algum defeito. Perfeito.   

Há muito tempo que não entro...

Há muito tempo que não posto aqui no blog, e foram tantos filmes que eu assistir nesse período que se eu for postar tudo vai ser uns 50 posts de vez.

Mas em breve eu volto a fazer comentários, está sendo bem difícil fazer isso, mas vou tentar ao máximo.

terça-feira, 8 de março de 2011

Comentário


Revistos:
A Rede Social, de David Ficnher
Classificação: 10/10
Um dos melhores filmes americanos lançados no ano passado. O longa dirigido por Fincher nos apresenta um grande estudo de personagem que representa toda uma geração vidrada na tecnologia da informação. Mas mais do que isso, David Fincher nos apresenta uma reflexão sobre a não conectividade dos seres humanos da atualidade. Com um roteiro cheio de diálogos maravilhosamente escritos e uma atuação inspirada de Jesse Einsenberg, um grande filme.







Se Beber Não Case, de Todd Philips.
Classificação: 8,5/10

O politicamente incorreto é sempre uma coisa interessante a ser vista no cinema americano. Principalmente quando é no cinema comercial americano. E muito mais quando é visto em uma comédia de ressaca. Podemos chamar esse filme de “Grande Bola de Neve de Sacangem”, pois é exatamente isso que acontece nesse filme divertido.









Beleza Americana, de Sam Mendes
Classificação: 10/10

Um dos vencedores de melhor filme mais justos do últimos tempos, aqui Sam Mendes usa uma metafóra maravilhosa: amercan beauties é a rosa perfeita nos estados unidos, muito bonita mas sem cheiro e espinhos. Ou seja, ela é como a classe americana apresentada no longa, vazia por dentro. Uma interpretação extraordinária de Kevin Spacey. Uma beleza americana.


segunda-feira, 7 de março de 2011

Bruna Sufistinha


Um bom filme. Ótima atuação de Deborah Secco


CRÍTICA: BRUNA SUFISTINHA

Uma desconfiança geral acometeu o público quando a informação que um filme que adaptaria o livro “O Doce Veneno do Escorpião” seria feito. O que nos mostrar ainda mais a falsa moralidade do povo brasileiro, e além disso a inexplicável repulsão deste com o nosso cinema que vem apresentado nos últimos anos um aumentos de qualidade e de produções. Mas para silenciar essa multidão, Marcus Baldini traz um filme inventivo e que (quase) nunca tenta julgar sua personagen- título.

Bruna Sufistinha é um filme que se resume em uma palavra; Inventividade. O diretor e principalmente a montagem tenta pegar a sua atenção através de soluções visuais ( Quando o blog da protagonista é mostrado na tela ) ou uma trilha maravilhosa ( Com direito a maravilhosa música do Radiohead que faz relação com o que a personagem está vivendo). Assim o filme pega a atenção de quem está assistindo.

Planos maravilhosos são colocados em diversos momentos. A cena do primeiro programa de Raquel Pacheco é apresentada de uma forma impecavelmente bela ( A fotografia) e cheia de mensagem ( A forma como a personagem olha para quem está assistindo chega a ser chocante, esperando pelo julgamento). Assim, o filme nunca cai na armadilha do estilo de televisão ( Como “Se Eu Fosse Você”)

Outro ponto positivo do longa é seu elenco: A participação de Drica Morais por exemplo, é exemplar. Cássio Gabus Mendes faz um papel maravilhoso sempre tentando buscar o lado “Rachel Pacheco” da protagonista. Mas quem se destaca é Débora Seco, apesar da irregularidade de sua atuação ( Esta soa caricata em alguns momentos), cenas como a já citada primeira vez , está maravilhosa, aqui ela está se entregando realmente ao papel. No terceiro ato, você sente a decadência da personagem na veia.

Infelizmente nem tudo são flores. O roteiro é bem mediano. Quando este começa a contar a história da decadência da personagem,  a história cai em mesmice. Outros pontos negativo são como o fato da adoção são apresentadas de forma gratuita.

No final, o saldo é muito positivo. Apesar que seria bem melhor caso o roteiro fosse menos óbvio.

8,5/10  


Dirigido por Marcus Baldini. Com: Deborah Secco, Cássio Gabus Mendes, Drica Moraes, Cristina Lago, Fabiula Nascimento, Guta Ruiz, Clarisse Abujamra, Sergio Guizé


Trailer:



Música Fake Plastic Trees da Trilha Sonora do Filme.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Antes do Amanhecer / Pór do Sol


Resolvi fazer um texto sobre esses dois filmes que estão pra mim entre as maiores histórias de amor.

A história é simples: Em Antes do Amanhecer, uma francesa e um americano se encontram em Viena e decidem ficar, se apaixonam, mas só tem  até o amanhecer do outro dia para ficarem  juntos. No segundo , eles se encontram em Paris, mas só tem até o pór do sol.

E é com essa premissa básica, que Robert Linklark faz dois filmes belos. Os diálogos são a grande força: Os dois personagens ( interpretados por Ethan Hawke e Julie Delpy) conversam sobre tudo: O amor, a morte, a vida, a poluição, ou seja, no fundo,  no fundo os dois filmes falam da humanidade, seus receios, sua paixões, sua vida, medos, a morte. Tudo.

Mas para fazer um filme romântico como esse, onde as personagens conversam durante toda a projeção, Linklaker precisava de um  casal que tivesse química. E Ethan Hawke e Julie Deply fazem um casal verídico, com um química estrondosa desde a primeira cena do primeiro filme até a última cena do segundo. Os dois também ajudaram o Linklaker a fazer o roteiro do segundo filme.

Enquanto o primeiro é mais tocante, e uma romântica de história de amor ( A cena da cabine de música é uma prova absoluta disso ). O segundo é mais realista e maduro ( O primeiro também tinha essas características mas Pôr do Sol supera este), ele tem cenas mais intensas  ( Veja a cena do carro).

A fotografia é estrondosa, o uso da luz do sol no segundo em uma linda Paris  ( Sendo que esse filme é contado em tempo real ) e das luzes da maravilhosa Viena no segundo  é uma prova que os dois filmes foram feitos com amor.

No final, só fica uma sensação, a de perda.