sábado, 22 de janeiro de 2011

Nascido Para Matar

Nascido Para Matar, de Stanley Kubrik ( Full Metal Jacket ) 
  
Stanley Kubrik é meu diretor favorito. Ele entende como contar uma história e deixa quem estar assistindo seus filmes, realmente chocados.
Kubrik aqui, pega um dos melhores temas que o cinema americano já retratou: A Guerra do Vietnã. Diretores como Francis Ford Coppola em seu estupendo Apocalypse Now e Olive Stone em seu Platoon . Mas Kubrik já começa diferente: Mostrando o treinamento de um grupo de soldados.

E é aqui que Kubrik mostra todo se talento: Essa primeira parte não pode ser descrita como algo menos que perfeito. Com maravilhosos diálogos do roteiro adaptado da  obra de Gustav Hasford, Kubrik nos apresenta todo o processo que transforma seres humanos em máquinas de matar. E nesse momento é que vemos uma gradativa destruição mental do soldado Lawrence, que é constantemente  humilhado por não ser teoricamente apto para guerra. E conforme essa destruição mental desse soldado acontece, sua pericia em matar melhora, acabando numa cena chocante que envolve banheiro e fuzis.

A segunda parte, apesar de diferente e inferior a primeira, nos apresenta um olhar trágico e cheio de humor negro da guerra, com Kubrik nos apresentando cenas de combate cheias de sangue e frieza e que acaba com uma cena cheia de ironia.

Nascido Para Matar é mais uma obra-prima de um dos maiores cineastas de todos os tempos. Chocante, irônico, e obscuramente divertido merece a honra de ser um dos maiores filmes de guerra do cinema.

Acabo esse texto com um dos melhores diálogos do longa:

"- Como pode matar mulheres e crianças?
" - È fácil. São alvos fáceis de acertar. A guerra não é um inferno?"



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