domingo, 20 de fevereiro de 2011

Crítica: 127 Horas

127 HORAS, de Danny Boyle 




                              

                Danny Boyle volta a fazer bom cinema depois do superestimado Quem Quer Ser um Milionário.

Boyle era o diretor certo para um filme como esse. Sendo um á história que facilmente poderia cair no enfadonho, Boyle acerta em usar sua típica frenética direção em um filme que teoricamente não nos mostraria mais nada de interessante por ser mais uma história de sobrevivência e superação.

Baseado na história de Aron Ralston, montanhista que, em 2003, durante uma escalada no Estado americano de Utah, sofreu um acidente e ficou com o antebraço preso sob uma rocha durante cinco dias.  Para contar essa história, Boyle usa uma montagem ágil e frenética que impede momentos chatos ( Há várias cenas onde Boyle duplica a tela ). O longa tem  uma maravilhosa fotografia que se aproveita dos belos cenários naturais ou criativamente mostra o pequeno espaço onde o protagonista fica para mostrar cenas absolutamente maravilhosas. Os jogos de luz são amplamente usados ( As cenas onde temos alucinações comprovam isso ).

James Franco está maravilhoso. Apesar de ser uma papel que ajuda muito o ator, ele consegue uma atuação que segura o filme nas costas: Seu jeito de falar que as vezes faz rir com as ironias de sua personagem, mas ao mesmo tempo nos emociona com um belo uso de seu olhar. A força de sua atuação se comprova mais ainda no clímax do longa.

Nem tudo é de se elogiarr: Existir alguns momentos enfadonhos ( Demora-se muito para chegar o momento do acidente e em algum momento o longa não avança); o final poderia ser bem mais criativo ( Não na história e sim na forma de contar o que aconteceu depois do clímax) e há um pouco de demora quando se diz respeito à identificação da protagonista ( Apesar de tudo que aconteceu, ele continua sendo um individualista que nem se preocupou em informar parentes ).

No fim, o saldo é muito positivo. Aprecie 127 Horas de pura tensão e emoção. 

3 Estrelas em 4.



Um comentário:

  1. Discordo quando você menciona que Franco carrega o filme nas costas. Para mim, todos os elementos apresentam uma sincronia espetacular e nenhum tenta se destacar sobre os demais. Tanto é que nos momentos mais dramáticos vemos a força de sua performance ao mesmo tempo em que nos envolvemos com a trilha sonora e a montagem. As escolhas de direção são excelentes, e o filme consegue ser tão vigoroso quanto a personalidade do protagonista.

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